Cerimônia realizada nesta quarta-feira (9), no Auditório Jurandy Oliveira, no DEDC Campus I, marcou a entrada da educadora na instituição e reforçou o debate sobre os desafios da educação na Bahia e no país.
A professora Nadia Hage Fialho tomou posse, nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, em uma cadeira da Academia Baiana de Educação. A cerimônia foi realizada no Auditório Jurandy Oliveira, no Departamento de Educação (DEDC), Campus I.
Ao assumir a cadeira, a educadora classificou o momento como de “imensa responsabilidade”, tanto pela relevância da Academia Baiana de Educação quanto pelo cenário atual das políticas educacionais brasileiras. Segundo a professora, a instituição tem papel fundamental na defesa da educação no estado e deve participar ativamente dos debates sobre os rumos do setor.
“Chegar à Academia Baiana de Educação, para mim, é um momento de imensa responsabilidade”, afirmou a Dra. Nadia Hage Fialho.
Educação em debate
Em entrevista, a professora destacou que a posse ocorre em um período decisivo para a educação brasileira. Ela mencionou a recente aprovação do Sistema Nacional de Educação e o processo de elaboração de novos planos decenais de educação nos âmbitos nacional, estadual, distrital e municipal.
Para a Professora Dra. Nadia, a contribuição da Academia Baiana de Educação será relevante na discussão de propostas e no acompanhamento dos desafios que deverão orientar as políticas educacionais nos próximos anos.
“A presença da Academia na discussão, nos debates sobre o que temos pela frente, é de grande valor”, declarou.
Trajetória ligada à UNEB
A professora também ressaltou a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) como eixo central de sua trajetória acadêmica. O interesse pela defesa de um modelo universitário presente em diferentes territórios foi fortalecido durante seu período de estudos de pós-graduação no México, na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).
A experiência, segundo ela, permitiu conhecer uma universidade de grande alcance territorial e intenso envolvimento com pesquisa, publicações e questões sociais. Ao retornar ao Brasil, a educadora passou a se dedicar ainda mais à reflexão sobre o papel de universidades multicampi, como a UNEB.
Ela observou que a concentração histórica do ensino superior em capitais e áreas litorâneas limitou o acesso de populações do interior às universidades. Na avaliação da educadora, uma instituição espalhada pelo território amplia oportunidades de formação, pesquisa e inserção cultural para regiões antes distantes desses espaços.
“Esse é um modelo que melhor se enraíza na cultura, porque abre espaços para regiões que não têm acesso à universidade”, afirmou.
A docente lembrou ainda sua proximidade com o professor Edivaldo Boaventura, a quem atribuiu a idealização e a implantação do projeto da UNEB. Segundo ela, a concepção de uma universidade multicampi foi construída a partir da observação de experiências semelhantes em outros países.
Formação, ética e compromisso
Na trajetória como professora e orientadora, a Professora Dra. Nadia disse que o que mais a mobiliza é acompanhar a atuação de ex-alunos e pesquisadores em diferentes áreas profissionais. Ela destacou a importância de uma formação comprometida com ética, responsabilidade e seriedade, dentro e fora da educação.
Para a nova integrante da Academia Baiana de Educação (ABE), a gratidão pela vida acadêmica está também na troca com estudantes, orientandos e profissionais que levam os conhecimentos construídos na universidade para diferentes ambientes de trabalho e para a cultura.
“É encontrar pessoas sérias, comprometidas, éticas, responsáveis”, disse. “Tenho uma gratidão enorme de ter tido a sorte de partilhar com alunos e orientandos o melhor das aprendizagens.”
A nova integrante da Academia Baiana de Educação (ABE) encerra sua fala destacando justamente aquilo que considera uma das maiores marcas de sua trajetória: o compromisso com a formação de pessoas e com a construção de uma educação pautada pelo conhecimento, pela ética e pela responsabilidade.
